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Toyota Raize: Novo concorrente para o Ecosport chegando no Brasil

O mercado brasileiro já pode se preparar para receber o Toyota Raize, rival do Ford EcoSport.

A montadora japonesa deu entrada nos registro do modelo junto ao Inpi, Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

O Raize é uma espécie de clone do Rocky, fabricado pela Daihatsu (que pertenceu ao grupo Toyota).

Ele deverá vir ao Brasil apenas em 2021, para colocar a marca no segmento de SUVs compactos. Até agora a gigante japonesa estava de fora deste mercado.

O jipinho de 3,99 metros de comprimento e motor 1.0 turbo é derivado do Rocky, modelo desenvolvido pela Daihatsu. A fabricante controlada pela Toyota, inclusive, é responsável pelo registro do SUV no Brasil.

O registro de para-choque frontal e faróis chega em um momento em que a Toyota desconversa sobre qual SUV será feito em Sorocaba (SP). Até então esperava-se que a empresa optasse por um modelo maior, cujos primeiros teaser já começaram a ser revelados.

Nada impede que a patente do Raize seja para despistar a concorrência, apesar disso exigir investimentos no pagamento das diferentes taxas do órgão e disponibilidade do corpo técnico para o envio das imagens corretas ao INPI.

Um problema para o Raize é seu tamanho, similar apenas ao do Ford EcoSport (desconsiderando o estepe). Seu porta-malas de 369 litros e o motor um-litro de 98 cv também limitariam seu mercado para a faixa de até R$ 100 mil.

 

Toyota Raize

A plataforma é uma derivação da TNGA usada pelos Toyota mais recentes. O modelo japonês tem apenas 3,99 metros de comprimento e 2,52 de entre-eixos. Essas medidas poderão mudar no modelo nacional, num arranjo parecido com o que a Volkswagen fez ao nacionalizar o T-Cross. O modelo brasileiro é maior que o europeu, ainda que mantenha desenho praticamente igual.

O Raize é mais simples do que o C-HR vendido no mercado europeu. A maior diferença está no desenho, bem mais convencional que o do SUV vendido na Europa. O modelo chegou a ser especulado para o Brasil, mas nunca foi produzido ou importado para cá.

Em comum entre o Raize e o futuro SUV compacto-médio que a Toyota ainda não revelou está a plataforma modular. O modelo menor usa a DNGA, versão simplificada da TNGA usada no novo Corolla e que também será base do SUV mais comprido.

Ainda assim, a vontade da Toyota de fazer bem nesse segmento é grande, sendo que terá a missão de bater de frente com players como Ford EcoSport, Maruti Brezza, Honda WR-V, Hyundai Venue, Tata Nexon e os futuros Kia Sonet e Renault HBC, entre outros.

No Brasil, sua produção só ocorrerá se for em Sorocaba, interior de São Paulo, onde a fábrica da Toyota teve sua capacidade ampliada e logo deve deixar de fazer o Etios, o que ampliaria o espaço para uma nova linha de montagem, desta vez para um produto que certamente venderá muito bem por aqui.

Outra questão importante é que o Toyota Raize terá uma versão híbrida flex, já que essa opção (sem bicombustível) também será oferecida no Japão. Aí estamos falando de um conjunto que deve levar um motor 1.5 Dual VVT-i de ciclo Atkinson com algo em torno de 75 cavalos na gasolina e 60 cavalos no elétrico, chegando a 99 cavalos combinados.

 

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